Uma história alternativa pra "Sumire 16-Sai!!"

Apenas um IF de Sumire.

https://preview.redd.it/c6fzx1gdlxbf1.png?width=170&format=png&auto=webp&s=45355db0019d3065ca2f6d0fc17bc04214bbf409

O ventríloquo é um pai em luto que perdeu sua filha ainda criança(pois a primeira versão mais nova que nós é mostrada dela, é uma boneca criança) — Sumire, uma menina cheia de sonhos, curiosa, sorridente, que adorava imaginar como seria seu futuro no colégio. A morte é súbita. A dor, insuportável. Incapaz de seguir em frente, o homem constrói uma marionete à imagem da filha, Sumire, tentando manter viva a filha através de uma marionete… No começo, é um consolo silencioso. Um ritual privado. Mas a obsessão cresce.

Ele passa a levar Sumire para a escola, fingindo que ela está viva — fazendo-a "crescer". Sumire sorri, fala com os colegas e vive dramas adolescentes. A escola serve como uma representação dos “rituais de crescimento” que ela enfrentaria: amizades, dramas juvenis, sonhos adolescentes, estudar, viver o que ela não viveu. Sumire é a encarnação simbólica da vida que a filha não pôde ter. Seus gestos, suas emoções e sua voz… Sendo apenas projeções do pai sobre quem ele quer acreditar que ela teria se tornado “Minha filha era alegre, popular, esforçada. Ela teria se formado, teria tido bons amigos...".
Cada ano escolar vira um rito de passagem simbólico que o pai tenta viver com ela, mesmo que o mundo todo em volta finja que não vê o absurdo. Ninguém questiona demais. Os colegas a tratam como uma garota normal, talvez por respeito, talvez por negação, talvez por medo. A escola se torna um teatro coletivo de negação — uma metáfora para como ignoramos o sofrimento alheio quando não sabemos lidar com ele.

E a parte do "Adeus Sumire" poderia ter sido finalmente a libertação que ele precisava para deixar o luto e voltar a viver não somente pela memoria da filha, mas seguir com sua vida, assim como ela também iria querer. “Você não está viva… mas vive em mim. E eu… eu queria que isso fosse o suficiente. Mas não é.” Ele tenta soltá-la. Deixar ir. Mas a verdade é que Sumire está presa no tempo. Porque o pai também está. E no fim das contas ele não conseguiu, e seguiu com o ciclo e então chora em silêncio como mostra o quadro final.
E isso explicaria o looping dela revivendo sempre o ensino médio, seria algo como "Já que ela não podia crescer, então ele não pôde seguir em frente". Sumire é a lembrança do que nunca foi. O pai é o fantoche da própria dor, marionete do próprio luto. E a escola é o palco onde o luto se fantasia de normalidade em cotidiano e perpetua em um ciclo, sem fim.

Posted Jul 9, 2025, 11:18 PM UTC

01
Loading comments…