Meu autismo me fez empática demais com homem medíocre. Até que um casado gostou de mim.

:snoo_feelsbadman: Apenas um desabafo

Sempre fui uma pessoa super empática (hiperempatia é um traço autista muito presente em mulheres). É parte de quem eu sou, e sim, tem muito a ver com meu autismo. Eu percebo emoções, intenções e sofrimentos dos outros com mais profundidade que a média. Só que isso me ferrou por muito tempo, especialmente com homem medíocre.

A cultura redpill/incel me ensinou, sutilmente, que "homem também sofre", "eles só precisam de amor", "você tá sendo cruel se não der uma chance pra ele". Resultado? Comecei a aceitar qualquer atenção masculina como se fosse ouro, mesmo quando vinha de caras totalmente sem noção. Mediocres, preguiçosos, egoístas, emocionalmente analfabetos. Mas, por empatia, eu dava corda. Por empatia, eu deixava espaço. Por empatia, eu ouvia. Me sentia mal até quando rejeitava um cara ruim.

Até que um dia um homem casado começou a gostar de mim. E foi nesse momento que caiu a ficha: ser empática não significa me anular. ser compreensiva não significa aceitar migalha. e ser autista não me obriga a carregar o trauma emocional de homem mal resolvido.

Dizer “não” pra homem ruim não é frieza. É autocuidado. Ser seletiva não é arrogância. É sobrevivência.

Homens medíocres adoram mulheres empáticas. Porque sabem que a gente vai tentar entender o lado deles. Mas sabe o que eu entendi agora? Eles que lutem. Não sou terapeuta, nem prêmio de consolação.

Se você também se sente culpada por não dar chance pra homem ruim, te digo uma coisa: a culpa não é sua. É de uma cultura que nos treinou pra ver carência masculina como um pedido de salvação.

Tô fora. Se não for pra estar com alguém decente, fico comigo mesma — que já é uma companhia mil vezes melhor.

Posted Aug 4, 2025, 11:17 AM UTC

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