Uma Tarde Inusitada com Júlia
Uma Tarde Inusitada com Júlia
Eu, Lucas, não canso de me impressionar com Júlia. Ela é cega de nascença, mas tem uma presença que faz qualquer um esquecer disso. Com pouco mais de 1,50 metro, minha namorada é um furacão em miniatura. O corpo dela, que eu sempre chamo de triangular, tem ombros estreitos, uma cintura fina que parece desenhada e quadris tão generosos que me deixam sem ar. Os cabelos cacheados, castanhos e cheios, balançam quando ela se move, e eu juro que sinto o perfume deles mesmo estando a metros de distância. O rosto dela, com sardas espalhadas nas bochechas morenas claras, sempre tem um sorriso safadinho, como se ela soubesse de um segredo que eu ainda não descobri. E, bom, tem uma coisa que eu nunca conto pra ninguém: eu tenho um fetiche pelos gases dela. É meu segredo mais bem guardado, mas Júlia, com essa percepção dela que parece mágica, acho que sabe exatamente o que me deixa louco.
Hoje, o almoço foi um exagero. Júlia adora cozinhar, e dessa vez ela foi com tudo: ovos cozidos com um toque de pimenta, feijão preto bem temperado com alho e cominho, repolho refogado com manteiga e couves-de-bruxelas assadas que ela devorou sozinha, mesmo depois que eu brinquei: “Ju, você vai virar uma bomba com isso tudo!” Ela riu, com aquele jeitinho provocador, e disse: “Bomba? Vamos ver quem aguenta, amor.” A forma como ela falou, com a cabeça inclinada e a voz cheia de malícia, já me deixou alerta. Ela sabia o que estava fazendo.
Agora, estamos no sofá da sala, com uma música suave tocando e a brisa da janela aberta trazendo um alívio pro calor da tarde. Eu tô deitado, tentando relaxar, quando Júlia, com aquela confiança que sempre me deixa bobo, diz: “Tá quente, né? Acho que vou sentar mais pertinho pra sentir a brisa.” Antes que eu consiga responder, ela já tá no meu colo, de costas, os quadris dela pressionando minhas pernas. Mesmo sem enxergar, ela se move com uma precisão que me faz esquecer que ela é cega. “Tá confortável, amor?” ela pergunta, com um tom que mistura doçura e provocação. Eu murmuro um “sim”, mas minha voz sai meio travada, porque meu coração já tá disparado.
Aí vem o primeiro. Um pfffft baixo, quase tímido. O cheiro chega em seguida, quente, terroso, com um toque forte de enxofre misturado com o feijão e o repolho. Eu inspiro fundo, tentando disfarçar, mas meu corpo me entrega. Júlia ri, um som gostoso que ecoa na sala. “Ops, foi mal. Acho que o almoço tá falando,” ela diz, mas dá pra sentir a diversão na voz dela. Ela sabe o que tá fazendo comigo, mesmo sem ver minha cara vermelha.
Tento manter a compostura, mas é quase impossível. Ela se mexe no meu colo, como se estivesse se ajeitando, e solta outro, um brrrrpt alto que vibra contra o short dela. O cheiro é mais intenso dessa vez, acre, com aquele toque picante que parece grudar no ar. Minhas mãos, que tavam nas coxas dela, apertam de leve, e eu sei que ela sentiu, porque ela ri de novo, inclinando a cabeça pra trás como se quisesse me provocar ainda mais. “Você gostou, né, Lucas?” ela diz, com um tom tão safado que quase me faz engasgar. Eu fico sem saber o que dizer, só consigo rir, meio nervoso. “Ju, você tá impossível hoje,” falo, com a voz meio rouca.
Ela vira o corpo de lado, agora com uma perna dobrada, e mesmo sem enxergar, parece saber exatamente onde meu rosto tá. O perfume dos cabelos dela me envolve, e antes que eu consiga me recuperar, outro pffft escapa, longo e sibilante. O cheiro é mais suave, quase doce, mas com aquele fundo de enxofre que me deixa zonzo. Eu solto um gemido baixo, sem querer, e ela ri alto, dando um tapinha no meu peito. “Sabia! Você é tão previsível,” ela provoca, e eu juro que sinto o calor subindo até as orelhas.
A tarde vira um jogo que só ela sabe jogar. Cada movimento dela no meu colo é calculado, e os peidos vêm em sequência, cada um com um som e um cheiro que me prendem mais a ela. Tem um BOOM explosivo que me faz rir junto com ela, e outros mais silenciosos, mas com um odor denso, quase cremoso, que parece tomar conta do ar.
É intenso, é quente, é tudo que eu não admito em voz alta, mas que ela, com essa habilidade de perceber tudo, usa pra me deixar nas mãos dela.
“Você sabe que eu faço isso porque te amo, né?” ela diz, com a voz doce, mas ainda cheia de malícia. Ela se inclina e me dá um beijo na bochecha, e outro pffft escapa, esse mais leve, com um toque quase floral, mas com o mesmo fundo de enxofre que me faz fechar os olhos por um segundo. “Você é um perigo, Ju,” eu digo, finalmente entrando na brincadeira, sentindo ela mais próxima do que nunca. “Mas eu não trocaria isso por nada.”
Posted Aug 7, 2025, 12:56 AM UTC