Amor proibido - n° 26
Dentro da Igreja de São Francisco de Assis, Maria Dorotéia avistou um homem que a chamou atenção. Ele era Tomás Gonzaga, cidadão já formado e consideravelmente mais velho, que apenas observava a missa, mas logo se retirou. Maria, curiosa, disse à família que não se sentia bem e precisava tomar um ar, saiu do templo e seguiu o homem que ia até uma floresta próxima. A menina descuidou-se e caiu nos braços firmes de Gonzaga. Ao se olharem, se apaixonaram. Mudando a vida de ambos para sempre.
Encontravam-se às escondidas, pois o pai de Maria não apoiava o relacionamento, afirmando que ela era muito jovem para Tomás. Isso não impediu o casal, que se comunicava por cartas com ajuda dos escravos. Tudo ocorria como sempre, até que um dia Tomás foi preso por conspirar contra a Coroa e tentar a independência das Minas Gerais, e levado até a Ilha das Cobras. Ele foi mantido para ser executado pelos seus crimes.
O homem ficava desolado pela falta de contato com Maria. Ele não pode conter suas emoções quando descobriu que já não seria morto, mesmo que exilado para Moçambique ele pensava em soluções para ver Dorotéia. Para se despedir de sua amada, ele escreveu uma carta, lamentando-se pela simples despedida no papel.
A carta chegou à mulher, que ao lê-la, teve certeza que iria ver Tomás novamente. Maria já tinha preparado tudo para ir á Moçambique e, enquanto escrevia cartas para a família dizendo adeus, ouviu pedras na janela. Ao olhar para baixo viu Gonzaga. Ele parecia mais apaixonado do que nunca. Emocionado, disse:
-Querida, fui perdoado pelos meus crimes. Poderemos viver juntos para sempre! Vamos contra sua família. Você aceita se casar comigo?
Chocada, Maria aceitou.
Durante a caminhada ao altar da Igreja de São Francisco de Assis, Maria teve certeza que fazia a escolha certa ao se casar com Tomás.
Posted Sep 13, 2025, 10:57 PM UTC