o que acham?
Realizado em 2022, o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística revelou que os idosos são o contigente populacional em maior ascensão demográfica no país, representando 50% da população até o ano de 2050. Contudo, esse cenário — o qual, em tese, necessita de debates sociais e investimentos estatais — carece de medidas eficazes para ocorrer de forma justa, ameaçando a dignidade humana dos mais velhos. Diante disso, analisar a problemática requer séria atenção acerca da lógica produtivista contemporânea e da questão previdenciária.
De início, é lícito postular a demanda de produção contemporânea como alicerce da problemática. Como ilustração, o sociólogo Byung Chul-Han, em sua obra "Sociedade do Cansaço", analisa que a sociedade do século XXI atribui valores a indivíduos de acordo com sua capacidade laboral e, ao mesmo tempo, estigmatiza aqueles considerados "inúteis" para esta visão. Nesse sentido, a ótica de Chul-Han enfatiza o modo com o qual a sociedade vigente marginaliza os idosos, estabelecendo uma visão de incapacidade para a atuação de trabalhos — como visto na dificuldade de inserção da terceira idade no mercado de trabalho —, amplificando casos de etarismo e fragilizando a necessidade econômica dos mais velhos e, consequentemente, tornando o processo de envelhecimento saudável ameaçado no Brasil. Desse modo, é crucial desconstruir esse cenário para garantir uma vida plena para a futura maior parcela da população brasileira.
Ademais, a questão previdenciária se mostra como forte ameaça ao envelhecimento saudável no Brasil. Nesse aspecto, cerca de 65% dos idosos aposentados — segundo uma pesquisa de 2024 do Portal G1 — avaliam as instituições de previdência, como o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), como ruim ou péssimo em razão de pagamentos atrasados ou aposentadorias inalcançáveis. Sob esse cenário, a perspectiva de um sistema de seguro social defasado é incompatível com a urgência do envelhecimento da população brasileira, já que não permite aos mais velhos serem recompensados por sua contribuição social em função da carência de investimentos e dos desvios monetários que este órgão sofre, consequentemente, afetando gravemente a integridade social e econômica da terceira idade. Dessa forma, caso a ótica citada não seja alterada, o Brasil possuirá graves problemas para manter a sua futura maior parcela populacional integralmente.
Dessarte, cabe ao governo federal e às instituições parceiras — como o Ministério da Cidadania e o INSS — a criação de políticas públicas de incentivo ao envelhecimento saudável. Essa ação deve ocorrer por meio de campanhas publicitárias em veículos midiáticos, como televisão e redes sociais, da criação de cotas no mercado de trabalho e da reformulação da previdência social assegurada pelo capital público, a fim de criar um país justo para o processo de envelhecimento eminente do país. Com efeito, a nação brasileira será um exemplo internacional de integração social da sua futura maior parcela populacional.
Posted Nov 10, 2025, 12:06 PM UTC