Um papo de merda que literalmente começou a mudar a minha visão — e que, estranhamente, está a fazer-me ganhar mais dinheiro e tornar-me cada vez mais produtivo.
E eu sei: pessoas céticas devem estar a dizer neste momento:
“Ó pá, mais um a tentar parecer guru.”
E sinceramente… provavelmente seria mesmo mais um, se eu não fosse tão preciso com cada palavra que escrevo.
As minhas copies — sejam histórias de superação, conselhos, insights ou lições aplicáveis na hora — não existem por existir.
Eu escrevo como se cada frase tivesse de sobreviver a uma guerra.
Porque tem.
A grande questão é: porque é que estamos tão céticos assim?
Porque vivemos numa atualidade recheada de oportunidades, acesso infinito, portas abertas, e mesmo assim estamos perdidos.
Hoje, putos de 18 ou 20 anos criam empresas milionárias.
Tu podes encomendar comida com um toque.
Tens acesso a toda informação do mundo no Google (um abraço aí para os manos da Google, mesmo sendo quase um monopólio — mas eu não disse isso).
E olha à tua volta: tens mais acesso, mais conforto e mais possibilidades do que reis tinham há 10 anos atrás.
Só que, ironicamente, não és rei de porra nenhuma — a não ser, claro, que sejas da família real inglesa e estejas a ler o meu texto por algum motivo misterioso. Nesse caso, deixa um like e o número da tua conta bancária é 111236389201… só pra lembrar.
Mas continuando:
Mesmo com tudo isso, parecemos mais perdidos do que produtivos.
Mais ansiosos do que focados.
Mais frustrados do que disciplinados.
E aí começamos a culpar: o Facebook, o Instagram, o ChatGPT, o algoritmo, o mercado, o país, a internet…
Mas não me venhas com isso.
Essas ferramentas são tão necessárias hoje quanto a lei da gravidade foi para a física e para a indústria aeroespacial.
E até a lei da gravidade — um marco da ciência — enfrentou gente cética na época.
Então imagina tu.
O nosso problema é outro:
o ceticismo é o lixo acumulado das expectativas frustradas vindas de esforços sem resultados reais.
E sabe qual é o erro?
Achar que “esforço” é sinônimo de “força bruta”.
A maioria faz força, mas não faz sentido.
Trabalha como doido, mas sem direção.
E é aí que nasce um dos maiores problemas da humanidade moderna:
A falta de propósito.
Estamos tão acostumados a associar sucesso a coisas absurdamente difíceis que rejeitamos tudo o que é simples — mesmo que seja eficaz.
Começamos a procurar complexidade:
painéis cheios de botões, fórmulas mágicas, sistemas místicos, rotinas sobre-humanas…
Porque o ego adora complicar aquilo que é simples.
É um capricho do intelecto.
E quando nada dá certo, o que fazemos?
Trocamos de ideia, trocamos de plano, trocamos de estratégia.
Justificamos que “aquele caminho não era o certo”,
que “é muito difícil”,
que “tem poucos clientes”,
que “o mercado está saturado”.
Mas então como explicas o sucesso avassalador de outras pessoas fazendo exatamente a mesma coisa?
Alguém num país pior.
Com menos recursos.
Com menos apoio.
Com menos estudo.
E mesmo assim eles chegam lá.
Poucos admitem, mas a verdade é simples:
o problema não é o mundo — és tu.
Porque tu não fazes realmente ideia do que estás a fazer.
Nem para onde estás a ir.
Nem porquê.
Não existe base.
Não existe centro.
Não existe propósito.
E sem propósito, tudo vira ruído.
Com propósito, a dificuldade vira processo.
E quando chegas nesse nível de clareza, o exterior deixa de ser parte da equação — e o interior passa a definir os resultados.
Chegar nesse ponto exige uma coisa que poucos têm coragem de fazer:
Responder com brutal honestidade:
👉 “Eu sei exactamente o que estou a fazer?”
👉 “Eu sei porque estou a fazer?”
👉 “Eu sei onde isso vai me levar?”
Se a resposta for não, então pergunta a ti mesmo:
Por que não sabes?
A vida é tua.
Se tu não mandas, obedeces.
E se tu não defines o teu propósito, alguém vai definir por ti.
E quando isso acontecer… já foste.
Posted Dec 4, 2025, 9:40 PM UTC