DUAS NOITES EM QUE ALGO NOS SEGUIU

Relato

Peguei a estrada velha de Euclides depois das 18h… nunca mais fui o mesmo

Meu nome é Marcelo, tenho 39 anos. Trabalho consertando bombas d’água em fazendas isoladas no sertão da Bahia. Vivo na estrada.

Em julho de 2021, fui atender um chamado numa fazenda a uns 25 km de Euclides da Cunha. Era seca pesada, chão rachado, aquele cheiro de terra morta no ar.

Terminei o serviço já depois das 18h30. O dono da fazenda me olhou sério e disse:

Eu ri. Entrei na Hilux e fui embora.

Dez minutos depois, o sinal do celular sumiu.
Quinze minutos depois, os grilos pararam. Não diminuíram… pararam.
O vento cessou. Nenhuma folha mexia. Era como se o mundo tivesse prendido a respiração.

Então eu vi algo no meio da estrada.

Achei que fosse um animal. Reduzi. Buzinei.

Quando o farol iluminou melhor… meu corpo gelou.

Estava de quatro.
Alto demais.
Braços longos demais.
A cabeça inclinada num ângulo impossível, quase encostando no próprio ombro.

Buzinei de novo.

Ela levantou a cabeça rápido demais. Seco. Como se alguém tivesse puxado por fios invisíveis.

Os olhos refletiram no farol.
Brancos. Sem pupila. Sem nada.

E então veio o cheiro.

Carniça misturada com poeira quente.

Tentei engatar a ré. A caminhonete morreu. O painel piscou. O rádio ligou sozinho, chiando.

No meio do chiado… eu ouvi uma respiração.

Dentro do carro.

Olhei para o banco do passageiro. Vazio.

Quando voltei os olhos para a estrada, aquela coisa estava mais alta… se desdobrando, como se estivesse se levantando pela primeira vez.

Eu acelerei.

Não senti impacto, mas ouvi algo raspando a lateral da Hilux com unhas longas.

E então começaram passos correndo ao lado do carro.

80 km/h numa estrada de terra.

Olhei no retrovisor.

Ela estava ali.

Correndo com os braços quase tocando o chão.

Mas o pior não era isso.

Era o sorriso.

O velocímetro caiu para zero… mas o carro continuava correndo.

E naquele momento eu tive uma certeza que nunca senti antes:

Ela sabia que eu estava sozinho.

No dia seguinte eu voltei lá… e encontrei algo na estrada que me fez perceber que eu não fui o primeiro.

E talvez nem o último.

Se você quiser saber o que eu encontrei, o que o frentista me contou e por que eu nunca mais passei por aquela estrada depois das 18h…

Relato completo aqui:
👉 DUAS NOITES EM QUE ALGO NOS SEGUIU…

Posted Feb 19, 2026, 3:53 PM UTC

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