O Islã autoriza o marido a bater na esposa - Livro Introdução ao Islam (Dr. Muhammad Hamidullah)
Eu estou numa parte do livro em que ele fala sobre a mulher muçulmana. Primeiramente, como em toda religião que eu conheço, o destaque principal da mulher é ser mãe, porque é muito difícil ter uma religião em que a mulher seja admirada por outras qualidades. Ainda que haja algum reconhecimento de pontos específicos, eles são sempre muito pontuais.
Ele fala sobre alguns direitos da mulher muçulmana, o que é interessante do ponto de vista ocidental. Eu não sei se ele está distorcendo o Alcorão. Mas, dando ao autor o benefício da dúvida e acreditando que ele esteja falando a verdade, você vê que as mulheres têm direitos que muita gente no Ocidente não imagina.
Por exemplo, a mulher tem direito de não receber visitas que não goste em casa, e cabe ao homem impedir essa visita. Tem direito à herança do marido, ainda que com regras específicas. Pode aceitar ou não que o marido seja bígamo, já que a poligamia é permitida e não vista como ilegal ou imoral. Isso só se concretiza, ao menos teoricamente, com a aceitação da primeira e também da segunda esposa. Ela pode colocar cláusula contratual exigindo monogamia. Também tem direito ao divórcio, seja por cláusula no casamento, seja por meio de queixas ao sistema judicial caso o marido não cumpra suas obrigações.
A justificativa é a de sempre. Deus não deu as mesmas obrigações ao homem e à mulher. Ele diz que a burca deve ser usada como forma de proteção da mulher contra os olhares dos homens.
Ele cita também que a mulher não tem tanta obrigação quanto o homem de cumprir rigidamente os rituais religiosos. Pode adiar o jejum do Ramadã em caso de gravidez e pode se abster de atividades religiosas durante a menstruação. Menciona ainda passagens do Alcorão e falas do profeta Muhammad orientando os homens a tratarem bem suas esposas, mantendo a prerrogativa de que o homem pode castigar a mulher, desde que não deixe ferimentos. O autor ressalta que isso deveria ser o último recurso e que um homem justo jamais recorreria a isso. Ainda assim, a agressão é permitida.
Ele afirma também que, na Arábia pré-islâmica, os homens eram muito mais valorizados que as mulheres e que o Islã teria mudado esse cenário. Cita trechos do Alcorão que garantem à mulher direito inalienável sobre seus bens. Se ela tem dinheiro, o marido, o pai, o irmão ou qualquer outro homem não pode decidir o que será feito com ele.
- Se um sistema permite que o homem “castigue” a esposa, mesmo dizendo que é último recurso, isso é proteção da mulher ou legitimação da violência?
- Se a mulher pode negociar monogamia enquanto o homem já parte do direito à poligamia, isso é igualdade real ou poder concentrado de um lado só? As mulheres não podem ter mais de um marido?
- O que vocês acham da religião islâmica? Deixem fontes de estudo também.
Esse canal é o que tenho visto vídeos para aprender sobre a religião:
Posted Feb 21, 2026, 5:30 PM UTC