Não me julgue. Apenas me aceite
Peço licença para compartilhar com vocês um dos meus contos.
Não me julgue, apenas me aceite Eu nunca soube exatamente quando isso começou.
Talvez no dia em que percebi que sua presença ocupava mais espaço dentro de mim do que fora.
Você vive sua vida normalmente. Eu vivo nos intervalos dela. Existe um tipo de amor que não toca, mas queima. Que não acontece, mas marca.
Eu carrego na pele lembranças de toques que só existiram em sonhos. Acordo com o coração acelerado como se tivesse sido real. E talvez, para mim, tenha sido. O mais estranho é o medo. Medo de perder algo que nunca foi meu.
Medo de que você mude de rotina, de caminho, de perfume — e eu perca até mesmo o pouco que tenho: a ilusão de proximidade. Às vezes me sinto invisível.
Como uma sombra que passa pelo seu campo de visão por um segundo e desaparece.
Não quero invadir. Não quero assustar. Só queria existir no mesmo mundo que você, não apenas ao redor dele.
Talvez isso seja exagero. Talvez seja apenas o desespero de quem ama e a inocência de quem é observado.
Mas no fim, tudo o que eu queria dizer é simples: Não me julgue. Apenas me aceite.
Você conhece casos como este?
Posted Mar 2, 2026, 4:06 PM UTC