As Crônicas de Lady WhistleRala | Oitava e Nona Semana – O Piloto de Fuga, o Cotovelo Ressecado e as Fofocas Pecaminosas do CEPOM

Caros leitores,

estou deveras atrasada nas postagens do blog do Fonfon. Mas, para ser completamente justa com esta cronista que vos fala, preciso explicar como anda nossa rotina ultimamente: caótica. E quando digo caótica, não é figura de linguagem, não… é literal mesmo.

Estamos acordando às 3h50 da manhã e indo dormir lá pelas 22h ou 23h. Em dias muito abençoados, quando o universo resolve colaborar, conseguimos deitar umas 21h30. Mas isso é raridade, quase um evento comemorativo.

Principalmente agora que o Fonfon está nas vésperas da sua primeira formatura.

E confesso para vocês que tem sido muito peculiar observar a forma como ele enxerga tudo isso. A visão dele sobre cada etapa, cada detalhe, cada pequena conquista dentro desse processo. Nessas últimas duas semanas me peguei pensando bastante… e até levei um pequeno susto quando fiz as contas.

Eu estou na família Fonfon há seis anos.

Seis anos.

SEIS ANOS.

É muito louco parar para pensar nisso. Porque eu lembro perfeitamente do menino que conheci lá atrás. Vi ele amadurecer. Vi ele começar a sonhar com o sonho que está vivendo agora. Vi as dúvidas, as tentativas, os caminhos que ele percorreu até chegar aqui.

E agora estou aqui também, perto de ver esse sonho finalmente se concretizar. Perto de ver ele vestir a farda que sempre quis vestir.

E vou confessar para vocês: é bonito de ver. Muito bonito mesmo.

Porque quem conhece o Fonfon de verdade sabe que nada veio fácil para ele. Cada passo teve suor, teve dúvida, teve persistência. E ver tudo isso chegando perto de virar realidade dá um orgulho silencioso que às vezes até emociona essa cronista que normalmente prefere rir de tudo.

Mas agora, sem mais demora, vamos ao que realmente interessa.

As histórias.

Porque nessas duas últimas semanas, meus caros leitores, tivemos de tudo.

Primeiro preciso fazer uma observação importante sobre nosso relacionamento. Quem nos conhece de perto sabe perfeitamente que o ponto de controle da relação sempre foi o Fonfon. Sempre foi e provavelmente sempre será.

Eu sou a que corre mais perigo.

A que tem mais propensão a cair.

A mais elétrica.

A mais energética.

A mais próxima de causar um pequeno desastre cotidiano.

Está bom que eu também pedi a Deus um homem que fosse compatível com essa minha loucura. E aparentemente Ele entendeu perfeitamente a missão.

Basicamente, na nossa relação, eu sou a piloto de fuga… e o Fonfon é o cauteloso.

Porque convenhamos: com a mulher que ele tem, que é praticamente um pequeno furacão humano, ele não poderia ser outro furacão também. Senão essa relação já teria virado desastre natural há muito tempo.

E é justamente aí que entra um episódio recente do curso.

Fonfon fez a prova de pilotagem.

Sim, senhoras e senhores.

Nosso Padawan do Capitão América agora também está habilitado oficialmente na arte de conduzir as viaturas.

Nessa primeira prova foram apenas procedimentos mais leves. Um percurso suave, técnico, mais voltado para os protocolos. Mas, segundo comentários do próprio Fonfon, em breve haverá uma prova mais… cinematográfica.

Daquelas em que ele vai precisar acelerar e parar usando freio de mão, igualzinho aquelas cenas clássicas de filme de Hollywood.

Confesso que estou ansiosa para assistir esse momento histórico.

Principalmente para ver nosso “idoso” virar garotão durante a prova.

Agora, falando em fofocas do curso…

Ah, meus caros leitores.

Cada história.

Durante o fim de semana fomos almoçar com alguns amigos dele e um rapaz que divide apartamento com um deles. Para fins narrativos, vamos apelidá-lo de O COISA.

Sim, como o personagem do Quarteto Fantástico.

E posso dizer que a versão humana dele é mais ou menos a versão troglodita da criatura de pedra.

Em determinado momento da conversa, O Coisa resolveu compartilhar algumas observações feitas por ele dentro das instalações do CEPOM.

Segundo ele, vários homens casados estão andando “de graça” pelas instalações com as PFEM.

Para quem não está familiarizado com o termo, PFEM são as policiais femininas.

Segundo os relatos, alguns tiram serviço junto com elas, criam uma certa proximidade e acabam “se apaixonando”.

Se é que podemos chamar de se apaixonar.

Porque estamos falando de homens CASADOS.

Alguns com filhos.

Um detalhe que nessa hora da história fez esta cronista lembrar imediatamente de um conselho antigo do Capitão-sogro. Quando ele soube que Fonfon viria para Brasília fazer o curso, olhou para mim e disse:

Se você o ama e quer construir uma vida com ele, não o deixe sozinho. Vá e ajude ele nessa fase e faça o seu melhor.

Experiência de vida.

Conhecimento militar.

E provavelmente muitas histórias já vistas e ouvidas ao longo dos anos.

E confesso aqui para vocês: ele estava certo.

Voltando ao relato de O Coisa.

Segundo ele, teve um caso específico que deixou todo mundo indignado. O cidadão casado e a PFEM combinavam/estão combinando ainda de ir todo dia no horário do almoço para um motel.

Enquanto isso, a esposa do sujeito estava em casa lavando as roupas imundas do curso e preparando comida para ele todo santo dia.

Como diria a família Fonfon nessas horas:

Que belezinha.

Mas as histórias absurdas do curso não param por aí.

Porque tivemos também, nesta semana, o que pode ser considerado oficialmente o melhor FO já dado na história dos FO. E o motivo deste FO foi simplesmente extraordinário.

Um aluno recebeu FO porque não estava hidratando o cotovelo corretamente.

Sim.

O cotovelo.

Se isso não entrar para os anais da história do curso como o FO mais absurdo já registrado, eu sinceramente não sei o que entra. Acho válido a partir dessa semana eu mandar

Entre histórias de traições, cotovelos ressecados e nosso Fonfon se transformando lentamente no piloto de fuga da corporação…

seguimos por aqui.

Nesta cobertura um pouco caótica, um pouco insana, mas muito verdadeira de um CFP ralado… e ao mesmo tempo muito bem vivido.

Até a próxima, pessoal. 💙

Posted Mar 10, 2026, 11:30 AM UTC

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