O Socialismo de "Fachada": Seguro quer distribuir o que é dos outros, mas guarda os lucros só para si
No seu discurso de tomada de posse, António José Seguro encheu o peito para falar de justiça social, dignidade salarial e combate às desigualdades. É o discurso clássico de quem quer gerir e distribuir a riqueza alheia. Mas o que acontece quando a riqueza é a dele?
Os números da empresa da família do Presidente, revelam a hipocrisia de um socialista que prega uma coisa e pratica outra:
- LUCROS DE MILHÕES: Nos últimos 5 anos, a empresa da família Seguro lucrou mais de 2,2 MILHÕES DE EUROS líquidos. Só em 2024, o lucro superou o meio milhão de euros.
- TRABALHADORES MAIS POBRES: Enquanto a faturação subia 20%, o valor médio pago por hora nominalmente BAIXOU. Feitas as contas à inflação, os funcionários da família do Presidente perderam 17% DE PODER DE COMPRA real desde 2020.
- GERÊNCIA BEM RECHEADA: Enquanto os empregados perdiam rendimento, a gerência (mulher do PR) manteve o seu rendimento: cerca de 100.000€ brutos por ano. Quase 5 vezes o salário médio de quem lá trabalha.
António José Seguro comporta-se, afinal, como qualquer socialista: é muito generoso a prometer distribuir o dinheiro dos contribuintes ou a ditar regras para as empresas dos outros, mas quando se trata da sua própria caixa registadora, a conversa é outra. Em privado, aplica a contenção salarial e a acumulação de lucro no topo.
Para os outros, a redistribuição, para a família do Presidente, o lucro.
TL;DR: Seguro fala em justiça social em Belém, mas na sua empresa familiar os lucros batem recordes enquanto os funcionários perderam 17% de salário real. Pimenta no "refresco" dos outros é refresco...
Posted Mar 10, 2026, 11:36 AM UTC