Me envolvi em uma teia de mentiras, magoei quem eu amava e agora precisei colocar um ponto final em tudo
Fala, pessoal. Sou H20, estudante de Psicologia (P1) e trabalho pesado como servente durante o dia. Decidi postar aqui porque a situação virou uma bola de neve gigante e só queria desabafar sobre como as escolhas "casuais" podem destruir o que a gente levou anos para construir. No começo do ano, decidi mudar de postura e sair daquela vida de "Chico Moedas". Estava há uns meses sem ficar com ninguém, focado no trabalho e na faculdade. Só que, há pouco menos de um mês, acabei ficando com uma garota do meu curso. Sendo bem sincero: ela é muito atraente e eu só queria dar uma aliviada no estresse. Foi top, mas foi apenas algo casual. O problema é que ela criou um sentimento que eu não retribuía. Quando deixei claro que não queria nada sério, a situação degringolou. Como sou representante de turma, ela tentou fazer uma "ginástica mental" com o pessoal para me queimar. Eu até liguei o "foda-se", porque quem não deve não teme, mas a coisa ficou pesada quando ela inventou que estava grávida. Fez um teatro completo. No fundo eu não acreditei, mas aquela dúvida gera um bug mental absurdo, né? Aí entra o verdadeiro X da questão: minha melhor amiga. Há mais ou menos um mês, eu confessei que gostava dela. Temos uma conexão bizarra, uma confiança de anos. Ela conhece minha família inteira, minha mãe adora ela, minha irmãzinha também. Quando contei toda essa confusão com a menina da faculdade, ela ficou destruída. Chorou horrores. Ela sabe que não foi "culpa" dela, mas eu me senti o lixo da pior espécie por ter magoado a pessoa que sempre foi meu ponto de equilíbrio. Isso me ensinou uma lição terrível. Comecei a me isolar, perdi o tesão de falar com outras mulheres ou de me relacionar, mesmo estudando em um curso onde a maioria é mulher. Estou lutando contra esse isolamento focando no que me mantém no chão: meu trabalho braçal, meus treinos (tenho 1,78m, 74kg e tô pegando firme na atividade física) e saindo com meus amigos mais próximos. Há duas semanas a gente não se via. Ontem ela me contou que saiu com um cara que gosta dela, um cara bom, que faz muito por ela. No fundo, eu fico feliz, porque ela merece o melhor, mas por dentro eu estava destruído. Ela me perguntou se deveria seguir em frente com ele. Mesmo estando com o chão caído, tentei ser o mais maduro possível. Disse que ela precisava de um tempo para os próprios sentimentos e até sugeri que buscasse ajuda psicológica (não porque ela não seja resolvida, ela é muito madura, mas para processar toda essa carga). Mas eu cheguei no meu limite de energia. Ontem coloquei um ponto final na nossa amizade por enquanto. Disse: “agora que te ajudei, preciso de um tempo para colocar a cabeça no lugar”. Fui o pilar dela por muito tempo, mas agora eu não tenho mais de onde tirar forças para ser o "equilíbrio" de ninguém enquanto estou quebrado por dentro. Dói, mas vejo isso como um aprendizado doloroso. Um dia vou ser psicólogo e sei que essas vivências, por mais pesadas que sejam, vão me ajudar a entender a complexidade humana. Por enquanto, sigo me curando, um dia de cada vez, focando no trabalho e no meu silêncio.
É isso. Valeu por quem leu até aqui.
Posted Apr 4, 2026, 1:09 PM UTC