Encontrei o meu Doppelgänger nos U.S.A. em 2010
Fui aos E.U.A. com a minha agora ex-mulher, em 2010, na semana da Páscoa, numa viagem de lazer que ganhei ao participar num concurso da Kinder.
Eu não fui o vencedor, mas como quem ganhou o prémio nunca o reclamou, tive a sorte de ser o substituto.
O prémio consistia numa viagem de 8 dias, com hotel, pequeno almoço e alguma diversões incluídas, como uma ida ao parque da Warner Brothers. 2 dias em Detroit e 6 em L.A.
Aterrámos em Detroit e fomos fazer o check in alfandegário. A polícia que nos atendeu viu o meu passaporte, olhou muito para mim, leu a minha retina, olhou muito para mim, leu as palmas das minhas duas mãos, olhou muito para mim, devolveu-me o passaporte e olhou muito para mim, fez algumas questões e muitas vezes mais ainda, olhou seriamente para mim.
Como polícia, mesmo estando nos States pós 9/11, achei aquilo muito estranho...
Assim que cheguei ao hotel, pequei no portátil e fui investigar.
Foi apenas necessário colocar o meu primeiro e último nomes no Dr. Google, que toda a informação e explicação surgiram diante do meu nariz...
Dois dias antes, um indivíduo muito parecido comigo (ligeiramente obeso, na casa dos 36 anos, careca e de aspeto latino, pois ele era mexicano), e exatamente com o mesmo primeiro e último nomes que eu, tinha fugido da cadeia e estava a ser procurado.
Ao ver aquilo, suspirei de alívio, pois mesmo estando eu a tentar entrar no pais e não a fugir dele, poderia ter tido muitas complicações se aquela polícia zelosa não tivesse percebido claramente que eu não era o meu Doppelgänger.
De resto, as férias correram bem.
Posted Apr 6, 2026, 1:24 PM UTC