Diário de Viagem: Islândia - Dia 1
Aterrei em Keflavík às 2h da manhã, aquela hora em que o cérebro já desligou mas o corpo ainda está a tentar perceber porque é que está a pagar para não dormir. Dormi umas gloriosas 4 horas e meia e, às 9h30, lá estava eu: pronta para explorar Reykjavík como se fosse uma pessoa funcional. Spoiler: não era.
1. Primeira paragem: Brauð & Co
Comprei um kanilsnúður (rolo de canela), um vanillusnúður (semelhante ao anterior, mas com creme de baunilha.), um bretzel, um vínarbrauð e ainda considerei comprar a padaria inteira porque o meu corpo precisava de 3 coisas: açúcar, energia e mais açúcar.
2. Praça Austurvöllur
Encontra-se o edifício do parlamento (Alþingi), de 1881, e que é o coração da "Reykjavik Antiga". Junto ao parlamento, encontra-se uma modesta igreja, a Dómkirkja. No centro da praça está a estátua de Jón Sigurdsson, um herói islandês que liderou a campanha pela independência da Islândia.
3. Câmara Municipal
A réplica gigante da Islândia é incrível. Tem 57 secções, 76,4 m² e foi feita com base em mapas militares dos anos 40.
4. Lago Tjörnin — patos, cisnes e eu a tentar não escorregar
O lago é lindo, cheio de aves e com uma parte descongelada graças à água geotérmica. Fica ainda mais bonito ao pôr-do-sol.
5. Baleias da Islândia — 23 modelos em tamanho real e eu a sentir-me minúscula
A exposição é incrível: baleia-azul de 25 metros, cachalote, baleia-franca… tudo em tamanho real. Os dois documentário são um murro no estômago.
6. Almoço no Kaffivagninn — o restaurante mais antigo da Islândia
Comi o plokkfiskur, o tradicional guisado de peixe islandês. É um prato humilde, mas… bem, os preços são islandeses. Custa como se tivesse sido preparado por um chef com estrela Michelin e servido numa sala privada com vista para um vulcão ativo!
7. A obra de arte Þúfa
Þúfa é uma colina artificial de 8 metros, feita para ser um espaço de serenidade e meditação. A palavra “þúfa” significa tufo de erva, mas também pode ser uma pequena montanha. Na realidade é um monte de 8 metros, coberto de relva, com um barracão para secagem de peixe no topo. Para chegar ao topo, simples, uma caminhada circular que parece saída de um ritual viking.
8. FlyOver Iceland
A experiência dura cerca de 35 minutos, mas os 8,5 minutos do voo são pura magia. Glaciares, montanhas, praias negras, cascatas… tudo a passar à frente dos meus olhos.
9. Skólavörðustígur e Hallgrímskirkja (igreja)
A rua é linda, cheia de lojas e arte. A igreja é majestosa, inspirada nas formações basálticas da paisagem islandesa, como as da cascata Svartifoss de Skaftafell. O interior é muito modesto, mas tem um órgão de 5275 tubos.
10. Café Loki — onde provei o limite da minha coragem
Hákarl. A experiência culinária resume‑se depressa: tubarão fermentado, cheiro a amoníaco e um sabor impossível de decifrar, porque, felizmente, nunca provei amoníaco para poder comparar. É servido com um copo de Brennivín (muitas vezes chamada de “Black Death”,não por matar ninguém, é um aquavit islandês), supostamente “para ajudar”… a engolir, a desinfetar o esófago e a apagar qualquer memória sensorial do tubarão.
11. Laugavegur — compras, gelado e a minha energia a desaparecer lentamente
Passeei, comprei chocolates, vi murais, entrei no Bónus (supermercado mais barato… sendo cara no mesma como tudo na Islândia), comi gelado no/na Valdis (para ficar gelada por fora e por dentro!).
A minha energia às 18h: “Erro 404: turista não encontrada.”
12. Sun Voyager e Sala de Concertos e Centro de Conferências Harpa — final épico do dia
O Sun Voyager, aquela escultura que toda a gente jura que é um navio viking… mas não é. É um navio de sonho, feito em aço inoxidável, que simboliza esperança, liberdade e progresso (três coisas que eu já não tinha a esta hora do dia!). Em dias claros dá para ver a Península de Snæfellsnes ao fundo. No meu caso, vi… uma névoa artística. Vamos chamar-lhe assim. Segui pela marginal em direção ao Harpa que é impossível de ignorar. A fachada de vidro geométrico que parece uma instalação de arte futurista foi projetado pelo artista Ólafur Elíasson e pelo gabinete Henning Larsen Architects, e já ganhou prémios suficientes para encher uma sala só deles.
Depois foi… chichi e cama, porque no dia seguinte havia mais!
Posted Jun 3, 2026, 1:19 PM UTC