Não há em que crer (nem em mim).
Não há em que crer (nem em mim)
Mudaram-se as máquinas, as escritas, os conceitos e tudo que me ensinaram ao longo da infância, mas eu não mudei.
Dizem-me que isto é a diferenciação dos humanos.
De qual humano?
Eu me sinto farto da divisão, da má socialização, da indiferença nos olhares daqueles que tem um teto para aqueles que desejam um lar.
Suas contas estão cheias de números, mas em suas almas não contém nada. Nunca foi tão fácil identificar quem está morto, de quem luta. E se lutam, lutam pelo que?
Já não se restou base, causa ou particularidades. Dividimos a mesma aparência, os mesmos gostos e o mesmo ideal "ser rico". Não importa como e nem quem tenha que atravessar para isso desde que se cumpra. Nossas mentes lavadas e com rédeas bem definidas nos fazem marchar só declínio. E quando se teve paz?
Você se dedica ao estudo do passado e se surpreende que estas foram sempre o norte da civilização recente no ocidente, porém sempre falho e enganoso. É uma armadilha bastarda e pouco nobre de vários conceitos imaginários. E quem é o pai real dessa ideia? Isso depende de onde, como e por quem te passaram esses ensinamentos.
Te dizem faça o bem, mas parece que temos um número de causas .
Te dizem seja honesto, desde que a quantia não te de mais do que só as necessidades básicas.
Sou eu correto ou travestido de pureza com alma sombria?
Estou perdido entre os ensinamentos da infância e entre a ação da vida real, como eu não fui avisado que para a glória de um deve se causar a miséria de outro? Não há acordo.
Isso faz de mim bom? Mal? Esperto? Delinquente ou respeitoso aos conceitos.
De certa forma não importa, morrerei sem saber a verdade, não há iluminação mágica, não há consenso que responda. Somente um abismo de desinformação e castas velado na moral que nunca existiu.
Posted Jun 23, 2026, 10:19 AM UTC