69.
(Conta descartável por motivos óbvios)
Aconteceu nessa semana. Em um desses dias que estavam bons para uma brincadeira gostosa. Nosso filho estava dormindo, a agenda do dia estava vazia, então tínhamos mais um momento para aproveitarmos; afinal, quando se tem uma criança, sua vida sexual gira em torno de aproveitar as oportunidades que surgem quando ela vai dormir.
Meu tesão estava nas alturas, para variar.
Estávamos nus, aproveitando o embalo das preliminares. Minhas mãos e boca haviam percorrido cada centímetro da gostosa com quem sou casado e agora eu queria mais. Deitado, puxei ela para cima de mim.
"O que você está inventando?" ela perguntou, fingindo inocência. Uma inocência combinada, que de algum jeito que não sei explicar, faz parte do nosso jogo na cama: um assume as rédeas, o outro finge que não sabe o que vai acontecer.
Ela sabia o que eu queria.
Uma boa sessão de 69.
Aqui em casa, o 69 é uma parte da rotina. Não é o arroz com feijão, mas é o escondidinho de batata que dá gosto de provar justamente por não ser o arroz com feijão. E como um prato especial exige um preparo especial, nós dois desenvolvemos toda uma rotina de como fazer, a começar pelo posicionamento: na maioria das vezes ela deita por cima de mim, como foi o caso de hoje.
Outra rotina que é parte do processo é que nunca vamos para os finalmente de vez - tiro os primeiros 15 segundos para apreciar o espetáculo da natureza que é a bucetinha e o cuzinho da minha mulher se aproximando lentamente, os dois piscando para mim como cúmplices, velhos amigos. Um ou outro pelo displicente aparece no processo, mas isso ajuda a compor o espetáculo, junto com o cheiro de buceta que inunda o meu nariz. Preciso desses 15 segundos para apreciar enquanto ela se posiciona porque se bobear, gozo quase que imediatamente só apreciando essa que é a oitava maravilha do mundo. Sim, isso já aconteceu. Em minha defesa, o tempo se passou, mas minha mulher é meu ponto fraco.
Em uma subversão do cavalheirismo, comecei o processo. Minha língua percorreu cada centímetro daquela fenda maravilhosa, sugando, beijando e chupando. Beijei os lábios de baixo dela, numa versão ainda mais íntima do nosso beijo. Dancei com vontade no clitóris dela, aquele pequeno pontinho que no início fica tímido, escondido nas dobrinhas de gordura que ela adquiriu ao tempo, mas que aparece rapidamente ao meu toque. Ouvi minha mulher gemendo em aprovação, o melhor feedback possível. Quase que em seguida, senti a boca dela envolvendo meu pau; a chapada dela é um espetáculo. Anos de intimidade já nos ensinaram a ir direto ao ponto e fazer do jeito que cada um gosta.
Outra coisa especial no jeito que fazemos 69 é que facilmente vira uma competição gostosa de quem desestabiliza o outro. A graça? Aproveitar o prazer recebido enquanto mantém o foco suficiente para retribuir o jogo. Comecei a sentir a velha pulsação habitual que avisa que estou gozando, mas consegui manter o foco dessa vez. Abri os olhos e minha mulher rebolava com vontade, anunciando que o gozo estava chegando para ela também. O cuzinho piscava, convidativo e decidi enfiar um dedinho para completar o serviço.
Dito e feito.
Minha mulher parou o que estava fazendo para gozar, bem na hora que atingi o ponto sem retorno. Algumas pessoas diriam que isso foi um orgasmo arruinado, mas não foi o nosso caso. Enquanto minha porra voava em jatos, ela gemia. Meu rosto estava marcado com os sucos dela e o cheiro de sua bucetinha tomou ainda mais meu nariz. Gozamos juntos - e isso foi perfeito.
Sei que algumas pessoas vão dizer que o 69 não é essas coisas, vão reclamar que 69 é coisa de multitarefa. Mas... não tenho como concordar. 69 é gostosinho demais.
Posted Jul 9, 2026, 7:49 PM UTC