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Refutações aos anti-Missão (1ª Parte).

Discussão

Bom dia.

No decurso destas tortuosas eleições, deparei-me com inúmeras pessoas que se manifestam abertamente contrárias a Renan, ao MBL ou à Missão. Tais indivíduos apresentam três padrões facilmente observáveis: acreditar veementemente em notícias falsas, distorcer fatos e ignorar o senso comum em suas interpretações.

Lidar com essa espécie de sujeito pode revelar-se particularmente espinhoso. Por essa razão, resolvi compilar os argumentos que até então ouvi, acompanhados de seus respectivos contrapontos.

(ATENÇÃO: o guia a seguir baseia-se em minha experiência pessoal, não refletindo, necessariamente, com absoluta precisão a realidade dos fatos.)

1 – Renan Santos não possui experiência na política.

É fato que Renan jamais ocupou cargo governamental algum, o que, a princípio, poderia sugerir falta de preparo. Contudo, tal objeção não se sustenta como argumento refutatório, tendo em vista os pontos seguintes:

1.1 – Participação política.

Desde a juventude, Renan demonstra intenso apego ao exercício da cidadania, contribuindo ativamente para o processo democrático e para o progresso do Brasil.

1.1.1 – Protestos, revoltas e manifestações correlatas.

Renan possui extenso histórico de atuação na política popular, tendo comparecido a diversos protestos, entre os quais se destacam: a manifestação contra a PEC 37 (2013); o Movimento Renova Vinhedo; o Movimento Brasil Livre; a manifestação de 1º de novembro de 2014; as manifestações de 2015; o Comitê do Impeachment de Dilma; a manifestação de 13 de março de 2016; e os protestos contra a exposição artística Queermuseu. Em várias das mobilizações supracitadas, Renan atuou como organizador e mobilizador, evidenciando, assim, prática consolidada na política democrática, que é a base do sistema político de nosso país.

2 – Os movimentos são “vira-casaca”.

Ao longo da história dos movimentos, houve alternância entre apoios e repúdios a diversas pessoas e partidos, com constantes mudanças de posicionamento. Muitos empregam esse fato para rotulá-los de “traidores” ou para vinculá-los a determinado espectro político. Entretanto, a realidade revela-se mais complexa do que essa leitura superficial.

2.1 – O MBL e o bolsonarismo (eleições de 2018).

Nas eleições de 2018, o MBL indicou voto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Muitos interpretam essa recomendação como adesão intrínseca ao referido candidato. Contudo, conforme já explicitado por membros da Missão – como Kim Kataguiri, Arthur do Val e o próprio Renan Santos –, tal indicação consistiu em uma última tentativa de retirar o poder de Lula naquela ocasião, deixando claro que apresentariam candidato próprio, caso o tivessem, sendo esse candidato o próprio Renan Santos.

2.2 – O MBL e o voto nulo em 2022.

Findo o mandato de Jair Bolsonaro (2019-2023), o MBL declarou haver certa equidistância entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro, optando por abandonar a estratégia adotada em 2018 e pregar o voto nulo naquelas eleições. Muitos bolsonaristas afirmam que tal decisão teria “transferido votos a Lula”. Tal alegação, no entanto, mostra-se frágil ao se observar o posicionamento de equivalência entre ambos os postulantes – apoiar qualquer um deles seria, na prática, “escolher entre A ou A”. O raciocínio torna-se mais claro por meio da seguinte analogia: “Entre Lula e Haddad, em quem você votaria?”. A maioria dos bolsonaristas respondeu que não haveria nenhuma – ou quase nenhuma – diferença, evidenciando, assim, a lógica subjacente ao voto nulo preconizado pelo MBL.

3 – A Missão e o nazismo.

Os opositores do Partido Missão costumam argumentar com base em duas figuras: uma, popularmente conhecida como “The Phallic Man”, influenciador assumidamente nazista; a outra, o teórico político Curtis Yarvin.

3.1 – “The Phallic Man”.

O referido influenciador manifestou publicamente apoio ao candidato à Presidência da República Renan Santos. Tal endosso é constantemente evocado pela oposição para taxar o movimento e associá-lo ao neonazismo. Essa comparação, contudo, revela-se incoerente quando recorremos ao senso comum e à lógica elementar: não é porque um nazista declara apoio a fulano que fulano se torna nazista. Ademais, até que a repercussão chegasse aos ouvidos de Renan Santos, ele desconhecia por completo o indivíduo em questão, tendo repudiado suas ideias assim que tomou ciência do apoio.

3.2 – Curtis Yarvin.

Curtis Yarvin, também conhecido pelo pseudônimo Mencius Moldbug, é um blogueiro e cientista da computação estadunidense que foi convidado como principal palestrante internacional no Festival MBL, em novembro de 2025. O evento serviu de palco para o lançamento do braço partidário, o Partido Missão. Alguns sociólogos vinculam Yarvin a ideais tecnofacistas, daí a pecha atribuída ao MBL. Porém, como já esclarecido pela Missão, o convite visou absorver somente alguns aspectos do pensamento de Yarvin – como conceitos de gestão corporativa, táticas de guerra cultural e visões sobre segurança e soberania –, repudiando-se, de resto, suas ideias efetivamente racistas. Um bom paralelo para essa argumentação é o célebre físico Nikola Tesla, que defendia abertamente a eugenia e, em certa medida, o racismo; nem por isso se deve abandonar o uso da corrente elétrica alternada. O convite da Missão constitui, portanto, mero exercício de honestidade intelectual, que separa o útil do desagradável com o fim de maximizar o conhecimento.

4 – O bordão “Prendeu Matou”.

Essa crítica comparece em quase todos os debates acerca da Missão, segundo minha experiência pessoal. Ela decorre, na maioria das vezes, de amplo desconhecimento do real significado do bordão, sendo muitos os que o interpretam como permissão para que o partido elimine quem bem entender. Tal leitura, todavia, não corresponde à realidade. O lema “prendeu matou” refere-se a um conjunto de propostas partidárias, com destaque para o DPI (Direito Penal do Inimigo) e para a garantia do direito policial de neutralizar inimigos em operações de segurança. Tais propostas não se aplicam a quaisquer criminosos nem à oposição política.

4.1 – O Direito Penal do Inimigo (DPI).

Entre aqueles que sabem que o “Prendeu Matou” remete ao DPI, muitos presumem que isso implicaria a possibilidade de neutralizar qualquer um que a Missão considere inimigo. O DPI é uma teoria de política criminal concebida pelo jurista alemão Günther Jakobs, que divide as pessoas em duas categorias: cidadãos e inimigos. O modelo preconiza que indivíduos vistos como grandes ameaças perdem direitos e garantias fundamentais. No caso da Missão, o “inimigo” em questão são os integrantes de facções criminosas – não os de “baixo escalão”, facilmente substituíveis, mas sim os milicianos e terroristas já há muito identificados e mapeados pelas forças policiais. Ações de larga escala serão realizadas em todo o território nacional, com o objetivo de eliminar aqueles que oferecerem resistência e encarcerar os que se renderem, à semelhança das políticas adotadas em El Salvador.

5 – “As propostas da Missão são inconstitucionais”.

A objeção, embora recorrente, padece de um vício lógico preliminar: a constitucionalidade de uma proposta não se aferir a priori pelo conteúdo programático, mas sim pela forma e pelo processo legislativo que a concretizará. Um plano de governo é um documento de intenções e diretrizes, não um projeto de lei em tramitação. Taxá-lo de inconstitucional antes mesmo de sua formalização parlamentar equivale a confundir debate político com controle judicial abstrato. Ademais, o Partido Missão protocolou seu plano em conformidade com a legislação eleitoral vigente (Lei nº 9.504/97), o que atesta sua regularidade formal perante a Justiça Eleitoral. Se há vício material, este só pode ser arguido após a apresentação de projetos concretos no Congresso — ocasião em que o devido processo legislativo e o controle difuso de constitucionalidade atuarão naturalmente.

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Bem, creio que, até o momento, estas são as críticas principais e mais recorrentes que ouço (com exceção daquelas que envolvem Arthur do Val). Futuramente, pretendo redigir as demais partes deste guia, incluindo algumas edições voltadas especificamente a membros e polêmicas particulares. Caso tenha alguma dúvida ou deseje que eu acrescente algum tópico específico, sinta-se à vontade para perguntar.

Posted Jul 27, 2026, 11:57 PM UTC

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