Pagar com anel, filmar com óculos: pra vocês ainda existe linha entre usar tecnologia e vestir tecnologia?

Tecnologia e Redes Sociais

Já existe anel que paga por aproximação, óculos com câmera vendidos aos milhões com cara de óculos comum, relógios que entendem nosso sono, chips sendo implantados no cérebro e agora pulseira que lê o impulso elétrico do pulso e transforma em clique. O computador saiu do bolso e está experimentando o corpo (no meu caso, corpo destruído pelo tempo, preciso voltar à academia urgente rs)...

Sem lei, sem debate, sem decisão coletiva nenhuma: por conveniência, que é como as mudanças grandes costumam passar pela gente. Elas vem, sem a gente perceber!!!

Ninguém avisou que o celular ia acabar dormindo na nossa cama, e ele dorme. Agora a moradia muda de novo, e de novo sem aviso.

O que me incomoda não é a tecnologia em si. É a assimetria na hora de tirar. Quem tira o relógio perde os passos e o sono medido. Quem tira os óculos perde a câmera, o assistente, o mapa. A ausência do aparelho vira custo: "vestir" já nem descreve a relação, porque roupa a gente tira sem perder nada.

Quem já saiu de casa sem o celular e sentiu que faltava uma parte da roupa?

Vejo dois times aqui: o que acha que é só um acessório novo, como foi o relógio de pulso um dia, e o que acha que tem uma linha sendo cruzada.

Pra vocês existe essa linha entre carregar tecnologia e vestir tecnologia. E, se existe, qual é a que vocês não cruzariam?

Posted Aug 3, 2026, 2:01 PM UTC

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