Eternos quinze

Teus olhos guardam minha liberdade.\

Brilha a sina feroz de quando éramos jovens,\

desejando fugir, a qualquer custo, desta idade,\

perguntando-se o que ainda nos faz reféns.

Dos prédios às multidões, tão impotentes...\

Ainda inseguros do que é ter certeza,\

diante do querer de livrar-se das correntes\

da escola, de casa, da empresa.

Ansiando a noite onde enfim seremos livres,\

sob o escuro do céu arde esta verdade:\

aqui, entre o silêncio e as estrelas, somos críveis\

por essa chama acesa, pelo fervor da mocidade.

Jovens senis, ainda à procura de escapar,\

cobiçam, como aos quinze, esta noite que insiste,\

o viver sem destino ou desejo de voltar,\

onde, com lirismo, irão apalpar o que é ser livre.

Desko*******

Posted Aug 5, 2026, 1:36 PM UTC

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