Criei na minha cabeça o final perfeito para GoW Ragnarok.
Terminei God of War Ragnarok e fiquei com algumas decepções em relação à história.
Duas coisas principais me incomodaram: a morte do Brok, que não achei necessária, e o fato de o Kratos não ter mostrado muito mais o lado "Deus da Guerra" no confronto final com Odin.
Pensando em como reescreveria a história, a primeira mudança seria substituir a morte do Brok pela do Atreus — ou melhor, não matá-lo de fato, mas colocá-lo em risco sério, seja por sequestro ou por ferimentos graves.
O motivo: no jogo, Thor diz a Heimdall para olhar nos olhos dele e tentar adivinhar o que faria com ele, deixando claro que não gostava do Heimdall. Em paralelo, Kratos avisa a Odin que, se algo acontecesse com Atreus, mostraria a ele o deus que realmente é — e Kratos já provou ter força de sobra pra isso (no jogo anterior ele derrubou sozinho o Templo de Týr, que pesa os nove reinos juntos; um muro de Asgard não seria desafio).
Isso permitiria um final onde as duas ameaças se cumprem em espelho: Thor cumprindo o que disse sobre Heimdall, e Kratos cumprindo o que disse a Odin — derrubando o muro de Asgard com as próprias mãos como resposta ao que fizeram com o filho dele.
O sequestro/ferimento seria obra do Heimdall, a mando de Odin, tornando os dois igualmente culpados.
E o final: Atreus sendo salvo em meio à guerra, com Kratos o pegando nos braços e chorando, dizendo abertamente que ama o filho — o contraponto perfeito para o Kratos de 2018, que mal conseguia tocar ou dizer o que sentia por ele.
No fim, a saga nórdica me deixou um gosto amargo em relação à franquia. Comparada à trilogia grega, que fechava arcos de forma mais cortante e definitiva, essa nova era parece esticar demais as decisões emocionais grandes, trocando parte da intensidade e imprevisibilidade do Kratos original por um drama familiar mais contido.
Posted Sep 13, 2026, 6:08 AM UTC