Sperrel•

E não esquecer o rinoceronte que também veio da Índia!

Assim, em Janeiro de 1515, a frota de Cristóvão de Brito deixa Cochim rumo a Lisboa, com o rinoceronte a bordo.

A surpresa agradou a D. Manuel que já mantinha outros animais exóticos numa espécie de colecção, no Palácio da Ribeira. Aí se podiam encontrar gaiolas de gradeamento metálico construídas à medida dos animais que acomodavam. Uma vez que mantinha um comércio activo com a África e a Ásia D. Manuel pôde reunir uma quantidade considerável de espécies. Em vários edifícios reais mantinha elefantes, gazelas, antílopes, leões, um macaco amestrado e uma grande colecção de aves africanas.

O rinoceronte ficou guardado no Palácio da Ribeira para evitar o contacto com os elefantes, que eram acomodados no Palácio de Estãos.

Segundo os autores romanos da antiguidade o rinoceronte e o elefante eram inimigos mortais. Para testar essa ideia D. Manuel decidiu então promover um combate entre ganda e um elefante. A arena escolhida foi um pátio que se estendia entre os aposentos reais e a Casa da Mina, que o Rei mandou fechar com uma vedação de madeira (aproximadamente na região onde hoje se situa o Ministério da Administração Interna, no Terreiro do Paço). 3 de Junho, domingo da Santíssima Trindade, foi a data aprazada para o embate.

O Rei, a Rainha e a corte reuniram-se no pátio e aguardaram com grande expectativa. Parecia que os tempos do coliseu de Roma tinham voltado. O primeiro animal a chegar foi o rinoceronte, acompanhado pelo seu tratador indiano. Nos estábulos reais do palácio de Estãos foi escolhido um elefante muito jovem para defrontar as quatro toneladas de ganda. Com as ruas cheias de gente aos gritos o pobre elefante foi conduzido até à arena, onde chegou já bastante nervoso. À ordem do Rei foi removido o tecido que bloqueava a visão do rinoceronte e este pôde ver o elefante. O avanço de ganda, com um ar ameaçador, em direcção ao outro paquiderme provocou o pânico deste. O elefante fugiu abanando a tromba e acabaria por investiu com a cabeça contra uma abertura que possuía um gradeamento de ferro. Após várias tentativas o elefante conseguiu escapar, deixando atrás de si uma nuvem de poeira. O rinoceronte, por sua vez, foi aplaudido pela assistência e saiu vitorioso, sem sequer ter entrado em combate.

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ManaSyn•

O artigo menciona-o também.

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NorskSud•

Estranhei não referirem o livro do Saramago, "A Viagem do Elefante" - que nunca li, note-se - fui verificar e era outro elefante, noutro século e para outro destinatário... parece-me haver aqui uma tradição lusa de oferecer elefantes.. (e não falo dos brancos).

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NonAlienBeing•

É muito giro trazer um elefante de África ou da Índia como curiosidade e animal de estimação. Mas depois passa o efeito novidade, ele cresce e vêm as férias de Verão... e tem de se despachar o bixo para outro lado.

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refogadoOP•

Foi para uma cidade-estado muito longe...

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VladTepesDraculea•

A mim ninguém me oferece nada :(

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Sperrel•

༼ つ ◕_◕ ༽つ

Toma

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VladTepesDraculea•

\(ˆ˚ˆ)/

YAY!

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[deleted]•

[deleted]

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